Para mais e nunca mais, para agora e para embora

Solda na capela da UFRJ foi usada sem supervisão:

A coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, órgão que administra a capela, Beatriz Rezende, afirmou que a universidade estava insatisfeita com a reforma e que a empresa contratada havia sido multada por falta de pessoal qualificado e por acabamento ruim:

– É preciso repensar essa lei que obriga a contratar os serviços mais baratos. Para construir uma caixa de concreto se usa o mais em conta, mas não para reformar um prédio de quase 150 anos.

Há muita coisa a se comentar sobre o caso e suas responsabilidades. Mas além de todas estas que vocês pensaram, tem uma que me incomoda muito. Diante de uma perda (e um perigo grande de uma perda ainda maior) de um prédio antigo, de documentos históricos, de conteúdo cultural, etc, em qualquer nação decente haveria muita gente chiando, protestando, criticando e outros “andos” por aí. Evidentemente, a final do Big Brother Brasil e os resultados dos últimos jogos dos campeonatos em voga foram muito mais comentados.

Nada contra a TV ou o futebol, mas nessas horas de perda do patrimônio cultural, em livros, história ou memória, é que vejo que Educação e Brasil são termos cada vez mais distantes.

Mas claro… A expressão “país do futuro” (e, segundo Obama, o futuro é agora) nunca definiu mesmo que futuro era este, nem quando.

Bundalelê

Do Estadão:

Conar tira do ar anúncio da Devassa

Ufa ! Agora vamos continuar apenas com as bundas de fora do Big Brother, os desfiles de lingerie do Superpop, os ultrajes à lingua portuguesa no TV Fama, as coreografias dos programas de baile funk nas manhãs de sábado, os beijos mais que calientes do Melhor do Brasil nas tardes de sábado, o ex-BBB7 Alemão assassinando a prosódia no comercial do BBB10, os palavrões de Marcelo Dourado no mesmo BBB10, a boazuda atrás da cerca no Zorra Total, os comerciais da Boa (e o quase monopólio da Ambev)… Daqui a pouco vão até liberar os comerciais de cigarro na hora do Chaves, pra compensar a ausência da Paris Hilton no horário da Malhação. Proibir os devassos de Brasília ninguém quer.

Em tempo: não estou defendendo Schincariol e Paris Hilton, bem entendido. Mas proibiram o comercial por ser “sexista e desrespeitoso à mulher”. Associar mulher a carros de luxo, detergente, sabão em pó e fogão está liberado então, né?

Curiosa é a matéria de Portugal, em especial o título:
Paris Hilton demasiado sexy para o Brasil