Adeus, Suassuna

Solidão e a autoria dos textos

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes
queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe
compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto e circunstância!

Solidão é muito mais do que isto… SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

(o texto é atribuído na internet como sendo de Chico Buarque de Holanda, Chico Xavier, Anônimo, ou como sendo a página 79 do livro “Palavras Para Entorpecer o Coração”. O mais provável é que seja de Fátima Irene Pinto.)

O “Inferno” de Dan Brown

A fórmula continua a mesma, mas eu gosto da fórmula, e gostei de “Inferno”, novo livro de Dan Brown. Entre os livros citados abaixo, e juntando ainda com os (um pouco mais fracos) “Fortaleza Digital” e “Ponto de Impacto”, “Inferno” é o terceiro melhor, na minha opinião.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/06/1289639-autor-dan-brown-lanca-o-livro-inferno-inspirado-em-a-divina-comedia-de-dante.shtml

inferno dan  brown

Poema do Menino Jesus

Poema do Menino Jesus
(Fernando Pessoa, como Alberto Caeiro)
(Versão reduzida – Maria Bethânia, show “Maricotinha”)

Num meio-dia de fim de Primavera
Eu tive um sonho como uma fotografia.
Eu vi Jesus Cristo descer à terra.
Ele veio pela encosta de um monte
Mas era outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva,
a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Ele tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.

Um dia que Deus estava dormindo
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro ele fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo ele se criou eternamente humano e menino.
E com o terceiro ele criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois ele fugiu para o Sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.

Hoje ele vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito,
Chapinha nas poças d´água,
Colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedra aos burros,
Colhe as frutas nos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.

Só porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Ele corre atrás das raparigas
Que levam as bilhas na cabeça
E levanta-lhes as saias.

A mim, ele me ensinou tudo.
Ele me ensinou a olhar para as coisas.
Ele me aponta todas as cores que há nas flores.
E me mostra como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar pra elas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Vivemos juntos os dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves
Como convém a um deus
E a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um perigo muito grande
Deixá-la cair no chão.

Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ele ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios.

Depois ele adormece
E eu o levo no colo para dentro da minha casa
Deito-o na minha cama
Despindo-o lentamente
Como seguindo um ritual todo humano
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
Às vezes ele acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas pro ar,
Põe uns por cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Deita-me na tua cama.
Despe o meu ser cansado e humano
Conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar.

(Fernando Pessoa, como Alberto Caeiro)
(Versão reduzida – Maria Bethânia, show “Maricotinha”)

Prédio em formato de livros

A Biblioteca Pública de Kansas (“Kansas City Public Library”) fica no Estado do Missouri, nos Estados Unidos. Este edifício (no coração da cidade de Kansas City) está incluído num dos projetos pioneiros para a modernização da parte baixa da cidade. Foi pedido à população que escolhesse alguns títulos de livros conhecidos, que serviram de design para a entrada da garagem exterior.