Guga x Djoko

Acompanho tênis desde [não vou entregar minha idade], quando dois grandes ídolos meus ainda jogavam, Jimmy Connors e Chris Evert, the best, pelos jogos transmitidos pela Band, na época ainda Rede Bandeirantes, com direito a Martina Navratilova, John McEnroe, tantos e tantos. Acompanhei o surgimento de Steffi Graf, Arantxa Sanches, Mônica Seles, Martina Higgins, babei por Gabriela Sabatini, vi Roger Federer se transformar no maior e mais completo jogador da história do tênis moderno, torci muito para que Rafael Nadal o suplantasse, como aconteceu. Hoje não tenho como acompanhar os jogos pela TV, mas sou fiel ao site da ATP e da WTA, acompanho os resultados dos jogos, os rankings… Cheguei a fazer aulas na época da faculdade, só parei por inadimplência… 🙂

Nada, porém, se compara ao tanto que torci por Gustavo Kuerten, este tenista maravilhoso que ganhou títulos em 13 países e em todas as quadras, mas se impôs como Rei do Saibro. Somente Rafael Nadal até hoje o suplantou neste tipo de quadra. Guga se tornou número 1 do mundo, e o foi por 43 semanas, suplantando jogadores como André Agassi e Pete Sampras num mesmo e inesquecível torneio em Lisboa, estes dois tenistas simplesmente fantásticos e que entraram para a história do tênis mundial. Infelizmente, Guga não é valorizado em seu país de origem como deveria: foi nosso maior tenista na história deste esporte junto com a grande Maria Ester Bueno, outra pouco lembrada.

O que dizer de Djoko ? Quando vi Novak Djokovic pela primeira vez, pirei: é esse que suplantará Federer e Nadal no topo do mundo. Tive certeza disso quando muitos apostavam suas fichas em Ferrer ou Murray. Seu estilo irreverente lhe tiraram o foco em vários momentos do início da promissora carreira, mas a experiência não lhe tirou o humor e fez com que ele se consagrasse como atual número 1 do mundo.

Hoje, os dois jogam no Maracanazinho. Apenas um amistoso, um jogo exibição, mas será sem dúvida um jogo inesquecível para os fãs…