Conceito

Japão: 50 anos de carro-conceito.

http://pinktentacle.com/2010/09/photos-50-years-of-japanese-concept-cars/

Apenas dois exemplos:

Votação dos candidatos do RJ

Os sites do TRE e TSE ainda não colocaram as listas oficiais. Portanto, não sei se as listas abaixo já são proporcionais ou se são apenas pelo total de votos:

Federal
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/rio-de-janeiro-define-bancada-na-camara-dos-deputados.html

Estadual
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4715857-EI15336,00-RJ+Wagner+Montes+e+o+deputado+estadual+mais+votado+veja+lista.html

Update – Abriu no TSE agora:

http://divulgacao.tse.gov.br/#

Infográfico de O Globo com resultados por estado para Governador, Presidente e Senador:


http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/apuracao/

Clique aqui para ver os eleitos.

Eleições

Todo candidato a cargo majoritário deveria ter um fonoaudiólogo 24h à disposição. Que o digam Dilma e Marina.

Grandes derrotados das eleições:
– Fernando Collor (terceiro para o governo de Alagoas por uma diferença minima para o segundo colocado),
– Heloisa Helena (não retornará ao Senado),
– Arthur Virgílio, Germano Rigotto e Marco Maciel (idem),
– Cesar Maia (fragorosamente derrotado no Senado do RJ: como eu já afirmara, Crivella ficou apenas em segundo, com Lindberg em primeiro),
– Netinho de Paula (dado como vencedor certo nas pesquisas para o Senado de SP, ficou em terceiro),
– o DEM (diminuirá muito sua participação no congresso),
– Jackson Lago (terceiro no governo do Maranhão)…

Acompanhei zapeando a todo momento a cobertura da apuração. A ótima Salete Lemos, empolgada na CNT, quase tropeçou com os números de Minas: praticamente colocou Aécio Neves no governo do estado pela terceira vez seguida (Aécio, cujo pai faleceu neste fim de semana, foi o senador mais votado, com Itamar em segundo). A TV Brasil tinha Teresa Cruvinel defendendo que os deputados fossem eleitos somente no segundo turno, deixando apenas presidente, governador e senador na primeira votação, uma repórter fez teste de áudio no melhor estilo “testando 1 2 3” sem saber que já estava no ar.

A Globo sempre mostra eficiência em coberturas jornalísticas especiais (destaque para Marcio Gomes no estúdio e Juliana Morrone mostrando as filas gigantescas na votação de Nova York e as matérias dos sites internacionais), mas insistia que a apuração de São Paulo era “extremamente emocionante” (ignorando a disputa do Acre, dois candidatos praticamente empatados o tempo todo (50% x 49% x 1%), Paraiba (49% X 49%) e no Amapá, com 3 candidatos com 28%, tudo isso apontado prontamente pela Band), mas se redimiram, tarde da noite, quando SP já estava com a eleição definida. Além disso, manteve o Fantástico e sua tosqueira pasmacenta de sempre, entre Meninas Fantásticas e vovós que geram os próprios netos: sinceramente, poderiam ter desistido do Fantástico neste domingo de eleições (a despeito de Zeca Camargo, que em determinado momento afirmou que o Fantástico estava “mais animado do que nunca” em dia de eleição. “Atá”…). Heraldo Pereira mostrou curiosidade mas não questionou explicitamente a informação de que 3 pessoas morreram durante a votação de causas naturais (“puxa, que coisa, morrer enquanto estava votando ?” era o que seu franzir de testa aparentava).

Nos demais canais, a maior parte dos comentaristas falou o óbvio com fritas (houve um bom comentário na TV Brasil a respeito da ainda muito pequena quantidade de mulheres concorrendo a deputado). Com poucos e péssimos flashes durante o Domingo Espetacular, a Record decepcionou e praticamente ignorou as apurações, preferindo falar de búfalos numa matéria interminável no Quênia e atacando por mais uma semana Eike Batista. Mas mostrou a prisão da candidata a deputada estadual Lucinha no RJ e, claro, entrevistou Crivella (primeira reeleição para o senado do RJ em 32 anos), além de uma matéria curiosa sobre os candidatos bizarros. A RedeTV caprichou bem mais, com um bom acompanhamento antes do Pânico entrar no ar e lançou bons flashes durante o humorístico, que é ao vivo. O Pânico mostrou ótima matéria com Sabrina Sato, inspiradíssima acompanhando a votação de Serra, Geraldo “Alckomin” e o senador Aloysio “Antonio” Nuñes, com direito a tapa na perna e tudo. SBT ? “O que é eleição” ? Nadica de nada. Silvio Santos e seu quadros de sempre.

A melhor cobertura, sem dúvida, foi a da Band. Não bastasse o time de apresentadores e comentaristas, detalhes que fazem a diferença: foi a única que transmitiu na íntegra o discurso de Dilma Rousseff e ainda colocou tradução simultânea, ao vivo, com a linguagem de sinais.

– Palavra da eleição: sustentabilidade.
– Personagens midiáticos da eleição: Tiririca (mais de um milhão e 300 mil votos), Gabriel Chalita (SP, mais de 500 mil) e Wagner Montes (RJ, o deputado estadual mais votado do país).
– Estranheza estadual: Bateria de Mangueira na festa de comemoração de Sergio Cabral.
– Fiel da balança: Marina Silva.

Pergunta da eleição: por que as mesinhas onde as urnas ficam são tão baixas ? Eu não enxergava as fotos das criaturas, por conta do ângulo de visão e do tipo de visor das urnas, que não ajudam nesse sentido.

Em tempo: muitos dos “artistas” (como Mulher Pera, Tati Quebra Barraco, os meninos do KLB, Simony e até Aguinaldo Timóteo) não foram eleitos.

[*] Por falar em Pânico, Dani Bolina mais uma vez (pela terceira ou quarta vez) deu vários passos sobre a água (como ela consegue ?). Bolina deveria se candidatar a alguma coisa, acho que eu votava nela. 🙂