Das datas e graças

Hoje é aniversário de alguém muito especial.

De uma pessoa pequenina, mas já enorme em tantos sentidos.

Que eu queria tanto, mas tanto, que tivesse paz e tranquilidade em sua cabecinha de pensamentos rápidos demais, tão rápidos que deixam muita coisa fugir.

Queria que ela fosse feliz, muito feliz, sempre muito feliz. E que seu mundo particular nunca a abocanhasse. E que pudesse ser — e será — alguém na vida, seja este alguém o que for, seja este alguém o que ela mesma desejar e conquistar. E que que ela soubesse lidar com o mundo-lobo-mau lá fora, sempre pronto a abocanhar os menos fortes, cheio de preconceitos, cobranças, ansiedade.

Que ela pudesse ler estes mundos, escrevê-los com propriedade e somá-los, multiplicá-los e dividi-los com seu coração enorme, com seu sorriso tão iluminado, e com essa alegria que ela emana todos os minutos.

Queria que ela tivesse apenas a melhor torcida do mundo, a mais sincera e mais positiva, e que as graças divinas pudessem alcançá-la em algum momento, mais do que já a alcançam, para que o interruptor que falta fosse acionado.

Que eu conseguisse ter uma luz de qual o melhor tratamento e caminho a seguir. E que eu tivesse poder financeiro, em meio a tantos pedidos, para colaborar com seus tão caros tratamentos.

Por tudo isso e pelo tanto que já tivemos, agradeço a Deus todos os dias, e sempre agradecerei, mesmo em meio a tantos pedidos. E tanto choro.