Das buscas

Pesquisas quase incompreensíveis que chegam a este e aos blogs ‘adjacentes’:

– mayara carey
– posso ler algum livro ?
– cleo pires fumando
– beyonce+vexame gremy
– musica calma instrumental
– skones devem cortar-se às fatias
– coxa grossa
– cantigas mamãe gansa
– calendario 2010 de portugal
– mitigação enchentes supermercados
– o que pode ser servido de comes e bebes
– o preço de manteiga, leite, pão e cigarro
– inclinaçao do berço 30 graus
– oculos de cego
– fiado, não

Exposto

De acordo com o site do jornal Extra, o banco australiano Macquarie anunciou nesta sexta-feira que o funcionário que tinha sido flagrado na TV vendo fotos sensuais em seu computador não será demitido da empresa:

David Kiely ganhou fama internacional após uma entrada ao vivo de um colega de trabalho seu em um programa de TV.

Enquanto seu colega respondia a perguntas direto do escritório no banco, os telespectadores podiam ver, ao fundo, a tela em que Kiely observava fotos sensuais de uma modelo australiana.

O vídeo se tornou uma sensação na internet.

Leia mais clicando aqui.

Uma vida

Nos dias em que você achar que sua vida está uma bosta só porque uma unha do pé está encravada, leia e releia esta matéria sobre o cotidiano de Odele e sua filha Flavia. Flavia está em coma há cerca de 12 anos, desde que seu cabelo foi sugado pelo ralo de uma piscina. Não são 12 dias ou 12 minutos, são 12 anos.

Saudades de sua voz
(por Eliane Brum (texto) e Marcelo Min (fotos))

Quando Odele sonha com a filha, Flavia tem 10 anos. A menina de cabelos longos, encaracolados nas pontas, fala sem pausas. Gosta de partilhar seu dia, contar as aventuras na escola, tagarelar sobre o futuro precocemente dividido entre uma carreira de administradora e outra de modelo. Abraça e beija muito. Dança, canta e toca teclado. Sua voz povoa o sono da mãe. Quando Odele acorda, porém, o silêncio continua lá.

Deitada na cama do quarto ao lado, Flavia tem os olhos abertos. Não pode mais falar e, embora possa ver, Odele não sabe se vê. A menina calou-se aos 10 anos, quando seu cabelo foi sugado pelo ralo da piscina do edifício onde vivia, em São Paulo. Em dezembro, no mesmo dia do aniversário da mãe, fará 22. Há quase 12 anos, Odele só ouve a voz da filha em sonhos. Agora é a mãe que parece se afogar ao despertar submersa na ausência da filha. “Ela tinha voz de sino”, diz. É dessa voz de sino que Odele sente mais saudade.

Assim se inicia cada dia. E cada dia em que Flavia não acorda é uma perda para Odele. Quem vai imaginar que a voz da filha, que às vezes perturba com sua premência, será um dia a maior saudade da mãe? Que aquelas histórias de criança, contadas quando falta tempo à mãe, seriam pagas com metade de uma vida ou uma vida inteira, se a mãe soubesse que poderia perdê-las?

É uma existência de subtrações e de delicadezas, a dessas duas mulheres. Só faz sentido porque Odele conseguiu fazer da história de dor também uma narrativa de amor.

Flavia abre os olhos durante o dia e os fecha à noite. No coma vígil, os olhos são vigilantes apenas na aparência. Não há consciência da dor ou do prazer. Flavia não se move, mas se sobressalta com ruídos mínimos e esboça sinais de sofrimento. Para os médicos, são apenas reflexos involuntários. Mas como ter certeza sobre quanto ela percebe? Sentiria Flavia, de algum modo, a presença da mãe, o toque da mãe, o amor da mãe? São perguntas que Odele Souza se faz, aos 60 anos. E responde “sim” a todas elas. Como não?

Devastada pelo silêncio da filha, Odele criou uma voz para Flavia. Há três anos ela criou um blog chamado Flaviavivendoemcoma :

http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com

Não é um nome qualquer. Poderia ser Flaviaemcoma, mas Odele escolheu a palavra “vivendo” para colocar entre o nome da filha e o planeta inalcançável habitado por ela. Mesmo que não a alcance, para Odele sua filha vive. E, quando Flavia sorri, não é um reflexo involuntário.

Centenas de pessoas no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na Colômbia, em Moçambique e na Espanha testemunham a delicada tessitura dos dias de Flavia e de Odele pela internet. E preenchem com suas vozes virtuais as paredes reais da casa de silêncios onde vive a “princesa adormecida”. Pelo blog é construída a narrativa amorosa da perda cotidiana de uma mãe diante da ausência do corpo presente da filha. “Construí para minha filha uma vida de detalhes”, diz Odele.

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