Das declarações

Não sei se ficou [para mim] bem claro, pelo título, o que é que afinal a OAB acha lamentável. Melhor entender bem lendo a matéria:

OAB classifica de ‘lamentável’ posição de general sobre presença de gays nas Forças Armadas:

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, criticou nesta quinta-feira as declarações do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, candidato a uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM), que disse que as Forças Armadas não devem aceitar a presença de gays.

– É lamentável que este tipo de discriminação ainda continue existindo nos dias de hoje nas Forças Armadas brasileiras – afirmou Ophir.

Segundo ele, o que se deve exigir de um militar é disciplina, treinamento e a defesa do país, nos termos da Constituição, independentemente de sua opção sexual.

“A defesa do país tem que ser feita por homens e mulheres preparados, adestrados e treinados para este fim, independente da opção sexual de cada um”, declarou.

As declarações do general, que afirmou que a tropa se recusaria a acatar ordens de um homossexual, foram dadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou sua nomeação para o STM. Referindo-se aos gays como “indivíduos desse tipo”, Cerqueira Filho disse que eles não inspiram respeito dos soldados.

Na mesma sabatina, o almirante Álvaro Luiz Pinto disse tolerar a companhia de gays, mas desde que mantenham a “dignidade da farda”. Pinto disse não se opor à presença de gays, mas impôs condições:

– Não tenho nada contra, desde que mantenham a dignidade da farda, do cargo e do trabalho. Se ele manter (sic) sua dignidade, sem problema nenhum. Se for indigno, ferindo a ética, aí eu não seria a favor.

A propósito do tema, reportagem de hoje no G1:
‘Alexandre, o Grande, era homossexual e a tropa obedecia’, diz ex-sargento gay