Dos castigos

Do Globo Online:

A China executou nesta terça-feira dois condenados por envolvimento no escândalo da contaminação de leite em pó infantil com melamina, que causou a morte de pelo menos seis crianças e deixou outras 300 mil doentes.

Relaxem: essa moda não pega por aqui.

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Telestatísticas

Do site do Yahoo Notícias:

– O custo da telefonia móvel no Brasil é aproximadamente 25% maior que o da telefonia fixa.

– No Equador, os custos com o celular superam os das linhas fixas em até 700%.

– Na Venezuela, a linha móvel é 253% mais cara que a fixa

– Na Argentina, 160% mais cara.

-A Colômbia se iguala ao Brasil, com 25%.

– Na Bolívia, as linhas móveis são 74% mais baratas que as fixas.

– No Chile e Peru, o custo do celular é a metade (50%) do custo da telefonia fixa.

– No México, a telefonia móvel é 33% mais barata que a fixa e no Paraguai, 21%.

Mais: o Brasil tem 41,1 milhões de linhas de telefonia fixa, ocupando o 6º lugar mundial, e 150,6 milhões de linhas móveis – o que representa 4,4% do total de linhas de celular do mundo e coloca o País na 5ª posição mundial da telefonia móvel e no 1º lugar na América Latina.

Leia mais aqui.

Pérolas e porcos

Do prefeito da Cidade Maravilhosa, segundo o Globo Online (não tenho nada com isso):

— As pessoas têm que ser menos porcas e parar de jogar coisas na areia. Vamos fazer o seguinte: no próximo fim de semana de praia lotada, ninguém joga o coquinho na areia. Leva para o lixo. Senão, o coco será proibido de novo, como castigo.

Só faltou o “ai, ai, ai !”.

Ninguém lembrou que o coco não cabe nas pequenas caixas de lixo penduradas nos postes, e que os grande recipientes cor de abóbora que permitem receber os cocos não são encontrados tão frequentemente assim na orla. Ninguém lembrou que o Rio de Janeiro não é apenas praia lotada.

Mas em parte ele tem razão. Quem frequenta os pontos de ônibus e anda nas ruas da cidade como eu sabe que muitos cariocas acham normal jogar uma latinha pela janela da condução, mijar num canto de praça ou na porta de um banco fechado, jogar papel na rua bem perto de uma lixeira, etc.

Mas as autoridades não colaboram. Acaba sendo um ciclo: calçadas varridas com pouca frequência têm sempre aparência de sujas (ainda mais em certos trechos da cidade onde o Rio Cidade criou cenários abomináveis, como na Praça Saens Pena e alguns pontos de Copacabana) acabam “incitando” as pessoas a sujarem mais. Não estou dizendo que esteja certo, entendam, mas acontece.

E os problemas da cidade não são só quanto à sujeira. A tal obra da Cedae no Posto 5 de Copacabana, que era para encerrar definitivamente o cheiro de esgoto no local (ponto turístico, por sinal), não adiantou nada, o cheiro continua lá, e não é culpa da população. No Leme, há horríveis pedaços de madeira que sustentam medidores de luz na beira do calçadão.

E o asfalto da cidade ? Tanto as esquinas da Dias da Cruz quanto as ruas internas do Méier continuam com asfalto extremamente deficiente. A Nossa Senhora de Copacabana é um exemplo do descaso: cheia de remendos e sem receber asfalto novo há muito tempo, chega a ser difícil atravessar de tantas “lombadas”… Não se entende a diferença entre a horrível Nossa Senhora e o excelente asfalto colocado na época do Panamericano na Av. Atlântica, praticamente intacto desde então, apesar do grande fluxo de veículos no local. A disparidade da qualidade é gritante.

Isso sem falar em lugares da cidade em que temos a impressão que a prefeitura nunca visitou, em especial no chamado “ramal de Deodoro”, como Marechal Hermes, Campinho, Magalhães Bastos, Ricardo de Albuquerque, Anchieta, Parque Anchieta…

É preciso que não se pense apenas nos cocos das praias da zona sula. É preciso que não se pense apenas nas praias da zona sul. É preciso que não se pense apenas na zona sul. É preciso que se pense na zona em que anda boa parte da cidade.

…..

Enquanto isso, na zona nobre da cidade…

Ruas de Ipanema e Leblon voltam a ficar sem luz:

(…) Cerca de 12 mil clientes, entre edifícios residenciais, bares, restaurantes, supermercado e postos de gasolina, no Leblon, Ipanema e Lagoa ficaram sem luz desde as 15h50m até 23h50m de segunda-feira.

(…) Segundo moradores, as ruas Barão da Torre, Aníbal de Mendonça, Visconde de Pirajá e Garcia D’Ávila, em Ipanema; e Avenida Afrânio de Melo Franco e Ataulfo de Paiva, no Leblon, ficaram sem energia [de novo] por volta das 3h.

(…) Pouco antes das 9h da manhã, o fornecimento chegou a ser restabelecido no Leblon. No momento do retorno da luz, os comerciantes aplaudiram e comemoram, pois eles temiam mais um dia de prejuízo. A alegria, no entanto, durou pouco: em cerca de dez minutos voltou a faltar luz, e ainda não há previsão de retorno do fornecimento.