Livros, preços, bolsos, vontades

Migajapa twittou o link, bem a propósito sobre algo que comentava em outro grupo na volta do almoço hoje:

Livros: a estranha lógica editorial

E logo no primeiro comentário sobre o texto, eu li:

“É difícil imaginar brasileiro lendo. Não faz parte da cultura do povo. Quando muito você encontra alguém que leia dois ou três livros de auto-ajuda por ano, coisa que já coloca o sujeito acima da média. (…)”

Ok, eu entendo, eu concordo. Mas fico mesmo muito triste de ler isso. Eu tenho lido uns 6, 8 livros por ano, e acho muito pouco, mas leio. Tenho amigos que lêem isso por mês. E sim, conheco 99999 pessoas que nao leem nenhum. Triste.

E vejo a aglomeraçãoo insana de gente querendo achar livros legais por 1 real, 3 reais, na feirinha itinerante, atualmente na Rua Uruguaiana.

O brasileiro quer ler, mas não pode.

É caro.

……

Eu quero lançar meu livro de poemas ano que vem. Não queria vender, queria doar a todos que o quisessem ler. Mas sei que eu é que terei que bancar a produção, pois “livro de poesia no Brasil não vende, então não publicamos autores novos”, exceto algumas raras exceções.

Bons ou ruins, eu queria sim ver meus poemas circulando por aí, seja nas cabeceiras, nas estantes, nas beiras de mesas, nas mentes distantes. Mas se é difícil comprar livros para ler, tão ou mais difícil é ser um autor que nunca publicou querendo um dia publicar. Quem sabe um dia.

……

Last but not least:

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